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Sobre a "Crise Sombria"

Crise Sombria 1 - 128 pgs. - R$ 34,90 Começou a grande e última saga da DC Comics. E muitas das leituras espalhadas desde edições especiais ...

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domingo, 17 de fevereiro de 2019

O Período Homérico (XII a.C - XVIII a.C)


De 1200 a 800 a.C. O mundo grego passou por uma etapa de transição entre o mundo dos palácios e o das cidades que floresciam posteriormente. Quatro século enigmáticos, chamados de "séculos obscuros". Um período mal conhecido , no qual ocorreu o desaparecimento do sistema burocrático , a extinção do comércio de longo curso e o abandono da escrita. A ausência de documentos escritos confere enorme importância à pesquisa arqueológica , que sublinha uma enorme diversidade de modos de vida na Grécia. Existem formas precoces de cidade, comunidade agrárias coletivistas , grupos nômades e , quem sabe , outros modelos de vida em sociedade. De qualquer maneira , os indícios apontam o predomínio de uma sociedade agropastoril. Os homens viviam em pequenas células agrícolas definidas como genos ou comunidades gentílicas. Nelas prevalecia uma economia coletivizada e a liderança das famílias , chefe político e líder religioso. A preservação do passado se fazia pela  tradição oral , em que poetas, chamados aedos, contavam a História por meio da poesia. Para tornar suas narrativas mais atraentes aos ouvintes , os aedos as iam ampliando , geração após geração. Ninguém na plateia estava preocupado em apurar a verdade. O essencial era a beleza e a emoção que a narração poderia despertar. Durante o século VIII a.C, logo após o período homérico, um indivíduo chamado Homero teria reunido essas histórias nas epopeias Ilíada e Odisséia. (Ninguém sabe ao certo se essas epopeias foram ambas escritas por Homero.) Por trás dessas obras , havia séculos a fio de uma poesia até então oral , composta recitada e transmitida pelos alelos aedos sem o auxílio de uma só palavra escrita. Esses dois poemas épicos narram a Guerra de Tróia e o regresso de Ulisses a Ítaca. Na Ilíada é narrado o último ano da guerra, ocorrida séculos antes da época de Homero, durante o período micênico , provocada pelo rapto de Halena, filha do rei de Esparta , por Paris , príncipe de Tróia. Helena era tão bela e tinha tantos pretendentes que seu pai promoveu uma grande reunião com todos os interessados e obteve deles um compromisso : qualquer que fosse o escolhido por ela , os demais se comprometiam a defender o casal contra as ofensas que pudesse sofrer.  O escolhido foi Menelau , que , assim, também tornou-se rei de Esparta. A vida transcorria serena até o dia em que Páris conheceu Helena e por ela se apaixonou. Não tendo sido um dos preteridos e não estando, portanto , amarrado ao compromisso firmado por estes , raptou a amada e levou-a para Tróia.  Agamenon , irmão do ofendido Menelau , convocou todos os antigos pretendentes à mão de Helena , lembrou-lhes o pacto de fidelidade e organizou a primeira expedição contra Tróia. Foram desde longos anos de luta em que a sorte pendeu ora para um lado, ora para outro. Finalmente Ulisses , um guerreiro espartano sem nenhum poder extraordinário , a não ser uma cabeça fértil para inventar truques e expedientes, criou o estratagema da vitória: um grande cavalo de madeira capaz de abrigar alguns guerreiros em seu interior. Os troianos , que consideravam o cavalo um animal sagrado , recolheram o presente deixado diante do protão de suas muralhas ,  acreditando ser um reconhecimento da derrota por parte dos gregos , e passaram a noite comemorando a vitória. Os soldados escondidos dentro do cavalo aproveitaram a festa para sair, incendiar e destruir Tróia. Essa é a origem da expressão "presente de grego". Estudos arqueológicos contestam vários episódios narrados na Ilíada. As mais recentes escavações feitas no local levaram a concluir que Tróia não foi destruída por um incêndio. Há provas claras de que o que houve ali foi um terremoto. Diante disso, o historiador inglês Moses Finley , falecido em 1986 , propôs que se retirasse definitivamente a Guerra de Tróia dos livros de História. Segundo ele, não há uma só prova consistente de que a guerra entre troianos e gregos tenha acontecido. Por mais que os historiadores e arqueólogos tentem demonstrar o quanto há de verdade e mentira nas europeias gregas , o que parece prevalecer na memória do homem comum é a imagem poética da lenda , que tem contornos muito mais fortes do qual a realidade.  Em Homero fica claro que a guerra  era um dos valores primordiais dos gregos. Rivalizar , competir , era o único modo de ser digno de deuses. A excelência humana era conferida principalmente pela bravura e habilidade na batalha. O mundo grego considerava a violência como algo absolutamente natural e um meio para se obterem metais e escravos. Vemos também na descrição de Homero o germe de uma concepção mais ampla da excelência humana: a que une o pensamento à ação. Como na esperteza do jovem Ulisses a usar o cavalo de madeira para vencer os troianos e, consequentemente , a guerra.  Para mesopotâmios e egípcios, os deuses eram os principais responsáveis pelo bem ou pelo mal que advêm aos seres humanos. Para Homero , os deuses ainda estão muito envolvidos nos negócios do homem , mas o poeta converte o indivíduo numa personagem decisiva para os destinos do mundo. Os homens homéricos tributam respeito aos deuses , mas escolhem seu próprio caminho, chegando às vezes a desafiá-los . Buscam seus objetivos e enfrentam seus problemas ; os deuses podem ajudá-los ou frustá-los , porém , o êxito ou o fracasso só aos homens pertence.


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

O Intestino Delgado


A primeira porção do intestino delgado é o duodeno. Quando o quimo chega a ele, ainda está muito ácido . A acidez do quimo irrita a mucosa duodenal, onde alguns grupos de células segregam imediatamente dois hormônios - a secretina e a colecistocinina. Ambos os hormônios são lançados na circulação sanguíneo. A secretina vai estimular o pâncreas a produzir o suco pancreático e , principalmente , a vertê-lo para o duodeno. Já a colecistocinina vai atuar sobre a vesícula biliar (depósito de bile , proveniente do fígado) , lavando-o a se contrair , "bombardeando" a bile , através do canal colédoco , a fim de descarregá-la também no duodeno. O canal excretor do pâncreas (canal de Wirsung) , trazendo o suco pancreático , e o canal colédoco , trazendo a bile , desembocam juntos , no duodeno, por um mesmo orifício  - a ampola de Váter. O suco pancreático é rico em íons bicarbonato , o que permite a neutralização da acidez do quimo, enquanto a bile é altamente alcalina. Assim, em pouco tempo, o conteúdo do duodeno vai-se tornando alcalino, condição necessária para ocorrer a digestão intraintestinal.  O fato de o pH se manter ácido no duodeno por muito tempo provoca um espasmo do esfíncter pilórico , impedindo que mais quantidade de quimo passe do estômago para ele. Mas , quando o interior duodenal se torna alcalino, os esfíncter pilórico relaxa , e novamente o estômago projeta outra golfada de quimo no duodeno. Isso se repete algumas vezes . Mas , desde o início da passagem do bolo alimentar do estômago para o duodeno , já ocorre , pela presença dele sobre a mucosa duodenal, o estímulo suficiente para que algumas células dessa mucosa produzam um hormônio chamado enterogastrona, que , através da circulação sanguínea , vai atuar sobre o estômago , inibindo a produção de gastrina e, assim, indiretamente , levando à parada da produção dos suco gástrico. A bile não contém nenhuma enzima. Mas tem importantes papéis. Primeiro , contribui para a alcalinização da massa alimentar proveniente do estômago, dando condição  para a atividade das enzimas pancreáticas e intestinais. Em segundo lugar, através dos sais biliares que possui, a bile emulsiona os lipídios , isto é , "fragmenta"  gotas de óleos e gorduras em gotículas quase microscópicas , que serão mais facilmente atacadas pela lipase pancreática (inicialmente) e pela lipase entérica (depois). O duodeno mede uns 25 cm , mais ou menos. Logo a seguir , ele prossegue com o restante do intestino delgado.  Ocorre , porém, que o intestino delgado é longo , medindo cerca de 6 m no indivíduo adulto da espécie humana. Por outro lado ,  uma parte dele mantém-se frequentemente vazia . Por isso, foi denominada jejuno. O trânsito do bolo alimentar é rápido no jejuno. O restante do intestino delgado recebe o nome de íleo . Como não existe um limite anatômico preciso entre essas duas partes, convencionou-se chamar indistintamente à grande extensão do intestino delgado de jejunoíleo. Durante o trajeto do material alimentar pelo jejunoíleo, as enzimas do suco pancreático  e do suco entérico vão atuar. O suco pancreático é o humor digestivo mais rico em enzimas. Possui enzimas proteolíticas (que fazem a digestão de proteínas), glicolíticas fazem a hidrólise de glicídios ou carboidratos)  e lipolíticas ( hidrolisam os lipídios). No seu componente proteolítica , o suco pancreático encerra o tripsinogênio e o quimio-tripsinogênio. Só no interior do intestino é que tais zimogênios se converterão em enzimas ativas. Isso , aliás, é muito importante para que não ocorra a ação digestiva da tripsina e da quimotripsina sobre as proteínas celulares do próprio pâncreas. No canal intestinal, o tripsinogênio, em presença do enteroquínase (enzima produzida no intestino), desprende um hexapeptídeo e se converte em tripsina ativa. Daí por diante , a tripsina passa a fazer a sua autocatálise, ou seja, ela mesma estimula novas moléculas de tripsinogênio a passarem a tripsina.  Além disso, a própria tripsina catalisa a passagem do quimio-tripsinogênio a quimiotripsina ativa , pela perda de dois dipeptídeos (Arg-Ser) e (Tre-Asp) do quimotripsinogênio. Depois que a tripsina e a quimotripsina promovem a hidrolise das peptonas e proteoses provenientes das proteínas integrais digeridas no estômago , transformando-as em polipeptídeos , outras enzimas pancreáticas e entéricas vão atuar sobre estes produtos. No suco entérico, segredado por células do jejunoíleo , encontram-se a erepsina , as aminopeptidases e as dipeptidases, que desdobram os polipeptídeos em aminoácidos isolados. Por sinal, há uma carboxipeptidase no suco pancreático que também participa dessa etapa final da hidrólise das proteínas. Assim, termina a digestão das proteínas. Só resta , agora , a absorção dos aminoácidos pela mucosa intestinal. Com relação aos carboidratos , a sua digestão é mais intensa no intestino sob a ação da amilase pancreática , produzida pelo pâncreas. Ela decompõe o amido restante (aliás , a maior parte) que não foi digerido pela ptialina , na boca , em moléculas de maltose. Com efeito, a passagem do alimento pela boca é muito rápida, não permitindo que haja a hidrólise senão de uma pequena parte do amido. Além disso, os carboidratos , como a sacarose (açúcar comum) , a lactose (açúcar do leite) e a maltose (proveniente da hidrólise do amido) , serão compostos em monossacarídeos  (principalmente glicose) pela ação da sucrase ou invertase , da lactase e da maltase , respectivamente , todas elas integrantes do suco entérico. Está encerrada a digestão dos glicídios.  Por outro lado, as gorduras e os óleos já foram emulsionados pela bile. Isso facilita a hidrólise desses lipídios pela lipase pancreática e pela lipase entérica (esta última , produzida pelo intestino delgado), resultando como produtos sinais moniglicerídeos , ácidos graxos e glicerol. Observe que os lipídios comuns são triglicerídeos . E, durante a digestão , nem todos eles se decompõem totalmente em ácidos graxos e glicerol. Alguns são desmembrados apenas em onoglicerídeos e ácidos graxos.  Por sua vez , os ácidos nucleicos (DNA e RNA) provenientes dos alimentos são hidrolisados, desmembrando-se em nucleotídeos pela ação de nucleases pancreáticas e intestinais. Bem, agora que já houve a absorção dos nutrientes ao longo do intestino delgado (jejunoíleo), o que sobra do bolo alimentar é uma pasta escura , grossa , rica em detritos não assimiláveis e em bactérias. Esse conteúdo denominado quilo, já altamente fermentado e começando a sofrer alguma putrefação , passa ao intestino grosso, onde grande parte da água nele contida será absorvida.


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Circulações : Incompleta e Completa


Muita gente pensa que o coração funciona como uma bomba aspirante-premente , isto é , que "chupa" o sangue e o "toca" para frente . Esse é um erro que você não deve cometer. O coração é , na verdade , uma bomba simplesmente premente. Quando ela se enche de sangue,  está realizando uma diástole. Quando ela se contrai, está fazendo uma sístole. Ocorre , entretanto, que a sua contração, a sístole , é tão forte que propulsiona o sangue  com pressão  suficiente para circular por todo o organismo a voltar a ele, invadindo-o pelas aurículas ou átrios . Assim, quando acontece a diástole , o coração se dilata "passivamente" . Nesse momento , ele está relaxado. Está descansando. Imediatamente , sucede-se a sístole. Ele se contrai. Agora , já que a sístole é um movimento "ativo" , ele está efetivamente trabalhando. Como todo órgão, o coração trabalha e descansa intercaladamente. No longo do processo de evolução das espécies , o coração foi sendo aperfeiçoado. Nos peixes , ele possui apenas uma aurícula (átrio) e um ventrículo. O átrio é precedido por uma pequena dilatação chamada seio venoso. O ventrículo faz continuação com outra pequena dilatação- o bolso arterial. O sangue que circula pelo coração dos peixes é estritamente venoso. Quando surgiram os anfíbios na Terra, eles já traziam uma "inovação" no coração: a presença de três cavidades cardíacas - duas aurículas e um ventrículo. A aurícula direita do coração dos anfíbios corresponde perfeitamente à aurícula única dos peixes, pois recebe sangue venoso e é também antecedida por um seio venoso. A aurícula "nova" se situa  do lado esquerdo e recebe sangue arterial, não sendo antecedida de nenhuma dilatação. Surgiu , assim, um novo tipo de coração, capaz de receber sangue venoso , mas também sangue arterial. Com efeito, o coração dos anfíbios funciona "misturando" no ventrículo o sangue arterial, que chega pelos átrios esquerdo, com o sangue venoso , que chega pelo átrio direito. Como há mistura de sangue arterial com sangue venoso, diz-se que nestes animais a circulação é incompleta.  Com o advento dos répteis , a Natureza aprimorou um pouco mais o coração. Surgiu um septo no interior do ventrículo (um tabique ou parede), dividindo-o em dois compartimentos. Na maioria dos répteis , essa tabique não separa totalmente os dois compartimentos ventriculares. Então, o sangue sangue arterial se mistura com o sangue venoso. Esses animais que divide parcialmente o ventrículo  é chamado septo de Sabatier. Já nos crocodilianos (jacarés e crocodilo), o septo ventricular é completo e divide totalmente o ventrículo em dois ventrículos. Mas, ainda neles, ocorre a mistura de sangue arterial com venoso, porque entre as duas aortas que saem dos ventrículos existe um "shunt" ou ponte , que é chamado de forâmen  de Panizza, através do qual passa um pouco de sangue arterial de um arco aórtico para o outro. Nas aves e nos mamíferos , a evolução atingiu o seu mais alto grau no aprimoramento do coração. Esse órgão já possui então, quatro cavidades distintas (dois átrios e dois ventrículos), correndo sangue arterial pelas cavidades esquerdas e sangue venoso, pelas cavidades direitas. Não há nenhuma mistura de sangue arterial com sangue venoso. Por isso, dizemos que esses animais têm circulação completa. As paredes do coração são formadas por um tipo especial de tecido muscular estriado, que é o tecido cardíaco . Essa parede grossa , musculosa, que delimita as quatro cavidades cardíacas , recebe o nome de miocárdio. O miocárdio é vascularizado pelas artérias coronárias, que emergem da aorta . A obstrução de uma dessas coronárias implica a falta de irrigação sanguínea das células de uma região do miocárdio. Se, por falta de oxigênio, essas células morrerem, estará caracterizado o enfarte ou infarto do miocárdio. Ainda que a dinâmica do coração seja sensivelmente influenciada pelos nervos o sistema nervoso autônomo (os nervos do sistema simpático aceleram o ritmo cardíaco , enquanto o vago ou pneumogástrico, principal nervo do sistema parassimpático, retarda a velocidade das contrações), existem , entretanto , nódulos situados na estrutura do miocárdio que lhe dão uma acentuada autonomia de movimentos. Esses nódulos são formados de uma variedade muito especial de células musculares cardíacas , capazes de conduzir estímulos elétricos rapidamente para outras partes do coração. Dessa maneira , podemos identificar o nódulo sinoatrial (situado  no ponto onde a veia cava superior penetra no átrio direito), o nódulo atrioventricular (localizado entre o átrio direito e o ventrículo direito), o feixe de His, que conduz o estímulo elétrico para o septo interventricular , e  a rede de Purkinje , que distribui o estímulo pelas paredes dos ventrículos. O nódulo sinoatrial é quem comanda o ritmo dos impulsos nervosos, sendo, portanto, o estimulador das contrações cardíacas . Ele funciona como um marcapasso na dinâmica do coração.  Em experiência laboratorial, o coração de rã, isolado do corpo, sem inervação , portanto, quando conservado em líquido de Ringer , continua batendo por longo tempo, estimulado apenas pelo nódulo sinoatrial. Existem doenças que interrompem a transmissão cadenciada dos impulsos elétricos gerados pelo nódulo sinoatrial às outras estruturas seguintes. Então, a tecnologia moderna criou um pacemaker (marcapasso), minúsculo aparelho dotado de uma pilha , que é implantado abaixo da pele , no abdome , e do qual parte um condutor elétrico que vai ter à parede dos ventrículos , controlando , daí por diante , o ritmo das sístoles e diástoles do coração.


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

A Fisiologia do Néfron


O sangue entra no rim pela artéria renal, ramo da aorta . Na estrutura do órgão, essa artéria se ramifica , dando origem a cerca de um milhão de ramos, que são arteríolas aferentes. Cada arteríola aferente torna-se muito fina e forma uma espécie de novelo a que se deu o nome de glomérulo de Malpighi. A pessoas sanguínea no interior dos finos vasos glomerulares força a passagem de grande parte do plasma para fora do sangue. Aproximadamente 1/5 do volume de plasma que circula pelo glomérulo filtra-se através das paredes delgadas desses vasos, caindo no interior da cápsula de Bowman. Essa filtragem é tão intensa que , se não ocorresse logo de imediato a reabsorção da maior parte da água filtrada (aproximadamente 99% da água serão reabsorvidos ao nível dos túbulos), ocorreria a morte do indivíduo num curto espaço de tempo (pouco mais de 30 da pressão arterial e da pressão venosa a níveis incompatíveis com a vida , levando o indivíduo ao choque e à morte . Vamos, então, enumerar ordenadamente as etapas da atividade renal ao nível de cada néfron:

1-Ultrafiltração Renal nos glomérulos. O filtrado recolhido pela cápsula de Bowman ainda não é a urina , pois tem uma composição totalmente diferente do que será posteriormente a urina. Durante a ultrafiltração, há uma brutal passagem de água do plasma para o interior da cápsula, sendo arrastado com essa água um elevado percentual de íons Na+ , CI- , Ca++ e substâncias diversas como aminoácidos , glicose , vitaminas etc. Aí vão, também, os excretas nitrogenados , como a ureia , a amônia e ácido úrico (os dois últimos em pequenas quantidades).

2- Sob pressão, o filtrado glomerular passa para o túbulo contornado proximal. Ele é uma solução aquosa muito diluída , de concentração muito menor do que a do sangue. No túbulo proximal, ocorre o transporte ativo dos íons sódios.   Esses passam pela fina camada epitelial do túbulo, voltando ao sangue que circula pela rede de capilares provenientes da arteríola eferente e que "envolvem" esses túbulos. Os íons Na+ puxam consigo os íons CI-, que assim voltam também ao sangue. (Atualmente, há quem admita o contrário , isto é , que o CI- é que sofre transporte ativo , puxando consigo o Na+.) a reabsorção desses íons por transporte ativo é fortemente estimulada pela ação de um hormônio do córtex das supra-renais chamado aldosterona.

3- Ao nível da alça de Henle , o líquido tubular é muito diluído. E o sangue , que circula nos capilares , está ao contrário, muito concentrado. A passagem de água por osmose de volta para o sangue se processa , então, intensamente. Assim, a urina primária começa a se tornar mais concentrada. 4- Ao longo do túbulo contornado distal, volta a se verificar o transporte ativo com a reabsorção também de glicose e aminoácidos , notando-se o retorno dessas substâncias à corrente sanguínea. Da mesma forma, nesse ponto, a reabsorção passiva da água, por osmose , torna-se muito mais intensa, já que passa a ser "estimulada" por um  hormônio liberado pela glândula hipófise, chamado hormônio antidiurético ou simplesmente ADH. Na verdade , essa hormônio é produzido no hipotálamo (regiões na base do encéfalo). Ele migra para o lobo posterior da hipófise (neurohipófise) ao longo dos axônios de certos neurônios. Finalmente , é liberado na corrente sanguínea pela neuro-hipófise. Existem centros nervosos no hipotálamo que "percebem" quando o sangue está ficando muito concentrado . Aí, eles estimulam a liberação do ADH, que vai agir ao nível  dos túbulos distais incentivando a reabsorção da água, o que fará diminuir a concentração sanguínea . Em compensação , a urina tornar-se-á mais concentrada e com menor volume. Portanto, o AHD diminui a diurese; daí o seu nome.

4- O líquido que chega ao final do túbulo distal e penetra nos tubos coletores de urina já não tem mais glicose, aminoácidos , vitaminas ; o seu teor de água é imensamente menor do que fora antes; a concentração de sais e íons é bem menor do que a do filtrado glomerular.

hormônio liberado pela glândula hipófise, chamado hormônio antidiurético ou simplesmente ADH. Na verdade , essa hormônio é produzido no hipotálamo (regiões na base do encéfalo). Ele migra para o lobo posterior da hipófise (neurohipófise) ao longo dos axônios de certos neurônios. Finalmente , é liberado na corrente sanguínea pela neuro-hipófise. Existem centros nervosos no hipotálamo que "percebem" quando o sangue está ficando muito concentrado . Aí, eles estimulam a liberação do ADH, que vai agir ao nível  dos túbulos distais incentivando a reabsorção da água, o que fará diminuir a concentração sanguínea . Em compensação , a urina tornar-se-á mais concentrada e com menor volume. Portanto, o AHD diminui a diurese; daí o seu nome.

5- O líquido que chega ao final do túbulo distal e penetra nos tubos coletores de urina já não tem mais glicose, aminoácidos , vitaminas ; o seu teor de água é imensamente menor do que fora antes; a concentração de sais e íons é bem menor do que a do filtrado glomerular. Esse líquido já é a urina propriamente dita.

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