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segunda-feira, 25 de julho de 2022

Bia Kicis citando o duelo do governo Bolsonaro contra o sistema

 Sabe o que significa este pequeno símbolo da foice e o martelo? Nunca foi sobre a libertação dos povos oprimidos ou sobre reparar injustiças sociais, não! É um símbolo de elite! Um símbolo para poucos escolhidos. Fidel Castro tinha quinze mansões luxuosas enquanto o 'seu' povo come lixo até hoje. Como pode ser um símbolo popular? Sempre foi sobre o domínio dos maus sobre o mundo, sobre a tirania poder esmagar a liberdade, sobre a vitória da mentira sobre a verdade, sobre o errado substituir o certo, sobre a imoralidade substituir o pudor e a interioridade. Há milênios conspiro para que os seres bestiais corrompam os puros de espírito, para que os cruéis façam os bons sofrerem e que o mundo se torne imundo! A justiça e a verdade dependem da pureza da alma para que as leis de Deus sejam ouvidas. E a lei dos homens é apenas o seu reflexo. Uma lâmpada acesa, mas coberta de lama, jamais ilumina. Nós que chafurdamos na lama trabalhamos pelo fim da justiça, pela relativização da verdade, pelo domínio do estado. Quanto maior o estado, mais fracos os homens se tornam, e quanto maior o estado, maior o número de escravos que passarão a existir e que tornarão a vida um inferno de violência, miséria e obscenidades. Jamais trabalhei para os bons, apenas para os porcos de ternos caríssimos e para as cadelas de Louboutin."

Bolsonaro ouve em silêncio as confissões da serpente. Todo o santo dia assiste o seu reino de imundície mover as riquezas do mundo. E assiste a partir de dentro. O rastro viscoso e gosmento da serpente está sempre circundando sua cadeira presidencial. A serpente o examina de cima a baixo, sempre com ódio, e resmunga: "Por que não é o Lula?" Bolsonaro lembra dos que querem que ele vire a mesa e dos que o acusam de corrupto. Acha engraçado. Baixa a cabeça pensativo, imaginando como seria se pudesse compartilhar com todos os horrores que testemunha. Sabe que a raiz da sua força é permanecer no espírito, sempre fiel a si mesmo, e que só os que assim também agirem compreenderão como funciona o ‘reino da serpente’ e poderão realmente ajudar. É muito exaustivo vislumbrar os olhos repulsivos da serpente todos os dias. Às vezes foge com sua moto. Tenta despistar seus seguranças, pois são a lembrança constante de que é presidente. Se encontra com o povo, sente-se mais leve. Come um pastel com caldo de cana com os seus irmãos, seus iguais perante o abismo da existência. O tumulto da multidão o fortalece, depois relaxa, e fortalece novamente. Às vezes chora, sente-se só. Uma solidão existencialista que poucos conhecem ou suportariam. Uma criança se aproxima e sorri. Ele sorri de volta e na criança vê o futuro. Lembra que é presidente. E lembra que ser presidente é garantir o futuro que viu nos olhos daquela criança que sorri. Levanta sentindo-se mais forte e volta para sua missão. Sabe que esta missão inclui, dentre tantas coisas, permanecer sob os olhos sempre atentos e ameaçadores da serpente. Ela, aguardando qualquer distração para dar o bote e injetar seu veneno fatal. Ele, disfarçando sua adaga afiada e mortal debaixo da roupa e com a qual sonha, a qualquer momento, poder cortar a cabeça da serpente.


de: Bia Kicis via Telegram

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