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Sobre a "Crise Sombria"

Crise Sombria 1 - 128 pgs. - R$ 34,90 Começou a grande e última saga da DC Comics. E muitas das leituras espalhadas desde edições especiais ...

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terça-feira, 13 de março de 2018

A Multipolaridade Econômica [Dados dos Anos 2000]


Enquanto a Guerra Fria seguia a sua trajetória , outros países desenvolviam-se tecnologicamente em diversos setores industriais , conquistavam fatias expressivas no mercado internacional e ganhos de produtividade superiores aos dos Estados Unidos. Os que tiveram maior crescimento , na segunda metade do século XX, foram justamente os dois grandes derrotados na Segunda Guerra Mundial: O Japão e a ex-Alemanha Ocidental. No início da década de 1950 , o valor da produção de mercadorias e de serviços dos Estados Unidos, incluindo as rendas geradas fora do seu próprio território , ou seja, o PNB (produto Nacional Bruto) , era superior ao do conjunto dos países da Europa Ocidental e Japão. A renda per capita norte-americana era pelo menos quinze vezes superior á japonesa e quatro vezes superior à alemã. Esse quadro mudou. A partir da década de 1970 , Alemanha e Japão atingiram taxas de crescimento superiores ás da economia dos Estados Unidos. A Alemanha , particularmente , acabou também sendo beneficiada pelo sucesso da integração ao Mercado Comum Europeu, atual  União européia. Em 1990 , com a reunificação , ela reafirmou-se como maior potência da União Europeia , por causa do fortalecimento das  relações com os países que formavam o bloco socialista no Leste europeu, por meio da expansão das empresas alemães e da ampliação dos intercâmbios comerciais e financeiros com aqueles países. No entanto, ao longos dos anos 1990 - um período de grande aceleração do processo de globalização e de desenvolvimento das tecnologias de informação, da informática , das telecomunicações, das atividades legadas às finanças e ao entretenimento -, os Estados Unidos tiveram um crescimento econômico expressivo (média de 3,2% ao ano) superior ao do Japão (média de 1,4% ao ano), que enfrentou anos de recessão e crises no sistema bancário , e ao da Alemanha (média de 1,9% ao ano), que sentiu o custo da absorção da porção oriental. Enfim , a globalização , um processo de aceleração do sistema capitalista sem precedentes na história, aumentou ainda mais o poderio econômico da chamada Tríade: o Japão , a União Européia (liderada pela Alemanha) e os Estados Unidos respondem por cerca de 70% do PIB mundial e por 80% dos investimentos diretos no exterior. No entanto, é preciso considerar , neste início de século XXI , a formação de mais uma potência na Ásia: a China. Esse país , que detém arsenal nuclear, é a quarta potência mundial em termos de comércio exterior (as primeiras são : Estados Unidos , japão e Alemanha, nesta ordem) e a sexta maior economia do mundo. A China tem o maior contingente populacional do globo - cerca de 1,3 bilhões de habitantes-, que constitui um mercado em expansão , e uma economia que cresce mais de 7% ao ano (10 % ao ano , em média , no período 1990-2000). A Rússia , por sua vez,  integra o G-8² , apesar  de enfrentar uma etapa difícil de transição da economia centralmente planejada para uma  economia de mercado , às voltas com crises econômico-financeiras, aumento da pobreza e da corrupção , concentração de renda e guerras separatistas. Mas é a segunda potência nuclear no planeta e, em seu imenso território , dispõe de grandes reservas minerais inclusive petróleo. Além disso, mantém relações de cooperação com o Irã -  país importante no  contexto geopolítico do Oriente Médio - para a construção  de reatores  nucleares, acordos militares com a  Índia e , desde julho de 2001 (quando assinou com os chineses um acordo de amizade), busca estreitar  relações políticas com  a China.


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