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segunda-feira, 5 de março de 2018

Juscelino Kubitschek E O Plano de Metas



Durante  o governo de Juscelino Kubitschek (1956-1961) , houve um grande crescimento econômico em consequência da implantação do chamado Plano de Metas . Tratava-se de um amplo programa de desenvolvimento  que previa maciços investimentos estatais em diversos setores da economia - agricultura , saúde , educação , energia , transportes , mineração e construção civil - tornando o Brasil um país atraente aos investimentos estrangeiros. Embalado por uma ideologia desenvolvimentista , o governo divulgava o objetivo de fazer o país crescer "50 anos em 5". Foi nessa época que a capital federal foi transferida do litoral para o interior , com a construção de Brasília , inaugurada em 1960. Na execução desse plano , 73% dos investimentos dirigiram-se aos setores de energia e transportes. Isso permitiu grande aumento da produção de hidreletricidade e de carvão mineral, forneceu o impulso inicial ao programa nuclear , elevou a capacidade de prospecção e refino de petróleo, pavimentação e construção de rodovias (14 970 km) , além de melhorias nas instalações e serviços portuários, aeroviários e reaparelhamento e construção de pequena extensão de ferrovias (827 km).  Paralelamente , devido aos investimentos estatais em obras de infraestrutura e incentivos do governo , houve expressivo ingresso de capital estrangeiro , responsável por grande crescimento da produção industrial , principalmente nos setores automobilístico, químico-farmacêutico e de eletrodomésticos.  O parque industrial  brasileiro passou, assim , a contar com significativa produção de bens de consumo duráveis , o que sustentou e deu continuidade à política de substituição de importações. Ao longo do governo JK consolidou-se o tripé da produção industrial nacional , formado pelas indústrias : de bens de consumo não duráveis , que desde a segunda metade do século XIX estavam se implantando , com amplo predomínio do capital privado nacional; de bens de produção e bens de capital privado nacional; de bens de produção e bens de capital , que contaram com investimento estatal nos governos de Getúlio Vargas , e de bens de consumo duráveis , com forte participação de capital estrangeiro , como vimos anteriormente. O sucesso do Plano de Metas resultou num significativo aumentou da inflação e da dívida externa. O afastamento da capital federa do centro econômico e populacional do país e a opção pelo transporte rodoviário , sistema não recomendável em países territorialmente extensos , como o nosso , marcaram economicamente o Brasil e de forma duradoura. Esses problemas dos produtos brasileiros no mercado internacional e influenciaram negativamente a nossa economia , foram identificados já a partir de meados da década de 1960 e têm consequências até os dias atuais.  Apesar da transferência da capital para o Centro-Oeste , a política do Plano de Metas acentuou a  concentração do parque industrial na região Sudeste, agravando os contrastes regionais. Com isso, as migrações interna intensificaram-se , provocando o crescimento desordenado dos grandes centros urbanos, principalmente São Paulo e Rio de Janeiro. Com isso, criou-se a necessidade de melhorar a infraestrutura nas maiores. Como isso não foi atendido, os problemas foram  se acumulando e até hoje estão presentes nas paisagens urbanas. A concentração do parque industrial no Sudeste determinou a implementação de uma política federal de planejamento econômico para o desenvolvimento das demais regiões. Em 1959 , foi criada a Sudene (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste) e , nos anos seguintes , dezenas de outros órgãos , como a Sudam (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia), a sudeco (Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste) , a Sudesul (Superintendência de Desenvolvimento do Sul) e a Codevasf (Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco), entre outras  que foram extintas ou transformadas em agências de desenvolvimento a partir do início da década de 1990.


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