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Crise Sombria 1 - 128 pgs. - R$ 34,90 Começou a grande e última saga da DC Comics. E muitas das leituras espalhadas desde edições especiais ...

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sábado, 5 de agosto de 2017

O Individuo, Sua história e a Sociedade


O individuo nunca teve tanta importância nas sociedades como nos dias de hoje. Quando analisamos as diversas formas de sociedade e como elas se organizaram historicamente, percebemos que só na modernidade, a noção de individuo ganhou relevância . Entre os povos antigos, pouco valor se dava à pessoa única. A importância do individuo estava inserida no grupo a que pertencia( a família, estado, clã e etc). Basta analisar as sociedades tribais (indígenas), as da antiguidade( grega e romana) e a medieval: apesar das diferenças naturais entre os indivíduos, não havia sequer a hipótese de pensar em alguém desvinculado de seu grupo. A ideia de individuo começou a ganhar força no seculo XVI , com a reforma protestante. Esse movimento definia o homem como um ser criado à imagem e semelhança de Deus. Com quem podia se relacionar sem a necessidade de intermediários - no caso, os clérigos cristãos - isso significava que o ser humano, individualmente, passava a ter "poder". Mais tarde no século XVIII, com o desenvolvimento do capitalismo  e do pensamento liberal, a idéia de individualismo firmou-se definitivamente, pois se colocava a felicidade humana no centro das atenções. Não se tratava, entretanto, como um todo , mas de sua expressão material . Importava o fato de a pessoa ser proprietária de bens, de dinheiro ou apenas do seu trabalho. No século XIX essa visão estava completamente, estabelecida , e a sociedade capitalista, consolidada.  Mas como indivíduos e sociedade se tornou uma só engrenagem . A sociologia dispõe de um conceito importante pata investigar essas questões: socialização . O processo de socialização, que examinaremos com mais detalhes no próximo capítulo, começa pela família, passa pela escola e chega aos meios de comunicação , mas inclui outros caminhos, como o convívio com a comunidade do bairro ou da igreja, com o grupo que frequenta o clube ou participa das festas populares, etc. Afinal, nosso dia-a-dia é pontuado por relações que não se restringem ao único espaço, nem apenas ao bairro ou a cidade em que nascemos ou vivemos .

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