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Sobre a "Crise Sombria"

Crise Sombria 1 - 128 pgs. - R$ 34,90 Começou a grande e última saga da DC Comics. E muitas das leituras espalhadas desde edições especiais ...

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segunda-feira, 9 de outubro de 2017

A Revolução do Porto


Em agosto de 1820, na cidade do Porto , militares pronunciaram-se publicamente conte a ausência do rei e sua Corte em Portugal e a preponderância inglesa nos negócios do império. Até mesmo o Conselho que governava o reino durante a permanência do monarca na Colônia era presidido por um marechal inglês, que se tornara comandante do Exército nacional após a expulsão dos franceses . Em razão disso, o movimento obteve rápida  aceitação. seguiram-se deslocamentos de tropas e ajuntamentos populares em diversas localidades , entre elas Lisboa. A economia de Portugal encontrava-se arruinada , não só pela guerra contra a França, mas principalmente porque sua maior fonte de renda, o comércio colonial, havia sido drasticamente reduzida com a abertura dos portos brasileiros . Os revoltosos assumiram o governo e convocaram eleições para as Cortes, organismo parlamentar que vereia elaborar uma Constituição e pôr fim ao absolutismo monárquico. A onda revolucionária chegava finalmente a Portugal com a Revolução Liberal do Porto. A burguesia portuguesa tentava assumir o controle do Reino e do Império lusitanos. A revolução expunha a complexa  realidade do Império Luso-Brasileiro. Na mesa do jogo político revolucionário havia três grandes grupos de participantes: os deputados portugueses, os representantes das elites  regionais da América, e os funcionários  e membros da Corte Real . Em jogo estava a questão : quem conseguiria exercer a hegemonia política nesse vasto império? De fora, muito atenta, a poderosa Inglaterra participava como uma espécie de curinga, que poderia decidir a partida para qualquer dos participantes, dependendo de seus interesses. Por outro lado, os "perigosos" setores populares brasileiros, compostos por artesãos , pequenos comerciantes, mulatos , homens livres pobres e escravos , alimentavam o temor de que a trama política desembocasse numa péssima e irremediável cartada. Para a maioria dos deputados portugueses  reunidos nas Cortes, em Lisboa, tratava-se de controlar o poder real por meio da monarquia constitucional e de reconduzir os seus domínios americanos à condição da colônia. Os revoltosos não podiam proclamar a República, simplesmente porque perderiam o controle das riquezas brasileiras. Em função disso,  passaram a exigir o retorno de D. João Vi a Portugal. Tentavam submetê-los às regras constitucionais  e transforma-lo num símbolo de unidade imperial, sem poderes de fato e a serviço dos deputados , encarregados de elaborar as leis e de exercer o poder do executivo de todo o império. Alguns mais conciliadores, até admitiam a possibilidade de manter o Brasil como Reino Unido de Portugal, desde que fosse assegurada a hegemonia portuguesa no império.

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