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sábado, 28 de outubro de 2017

Biotecnologia E Alimentos Transgênicos


 A biotecnologia compreende o desenvolvimento de técnicas voltadas à adaptação ao ao aprimoramento de características dos organismos animais e vegetais ao aumento da produção e à melhoria da qualidade dos produtos. Há várias décadas seu desenvolvimento vem proporcionando benefícios socioeconômicos e ambientais na agropecuária de diversos países. A seleção de sementes , os enxertos realizados em plantas, o cruzamento induzido de animais das técnicas agrícolas que fazem parte da biotecnologia e são praticados há muito tempo. É possível cultivar plantas de clima temperado , como a soja, o trigo e a uva , em regiões de clima tropical; a acelerar o ritmo de crescimento das plantas e a engorda dos animais ; aumentar o teor de proteínas , vitaminas e sais minerais em algumas frutas , verduras, legumes e cereais; aumentar o intervalo de tempo entre o amadurecimento e a deterioração das frutas e diminuir o tempo e engorda do gado, entre outras inovações que beneficiam os produtores , os comerciantes e os consumidores. Em meados a década de 1990, porém, um ramos da biotecnologia ,a pesquisa genômica, passou a lidar com um novo campo que gerou e continua gerando muita controvérsia: a produção de organismos geneticamente modificados (OGMs), os transgênicos. No caso das plantas , estas se tornam resistentes à ação de pragas ou de herbicidas. Outras modificações genéticas mais antigas , como o melhoramento das  sementes mais antigas , como o melhoramento das sementes ou o aumento na proporção de nutrientes dos alimentos , nunca chegaram a ser criticadas da mesma maneira. Essa nova tecnologia apresenta vários aspectos positivos e negativos , o que tem gerado muita polêmica.  Entre os positivos , destaca-se a elevação nos índices de produtividade , a redução do uso de agrotóxicos e a consequente redução dos custos de produção e das agressões ambientais , além da criação de plantas resistentes a vírus , fungos e insetos, como de variedades resistentes a secas e solos ácidos. Quanto aos aspectos negativos , aponta-se sobretudo a falta de conclusões confiáveis sobre os eventuais impactos ambientais do seu cultivo em grande escala, além dos possíveis efeitos danosos à saúde humana. Outro aspecto duramente criticado é o monopólio no controle das sementes - por exemplo, a empresa Monsanto produz sementes  de uma variedade de soja chamada Roundup Ready, cuja tradução é "preparada" ou "pronta para  o Roundup", herbicida fabricado pela própria empresa. Os Estados Unidos liberaram o cultivo e a comercialização de milho , soja , algodão e outras plantas transgênicas meados da década de 1990 , e em 2009 mais de 80% de sua produção de grãos utilizavam essas sementes. Em 2001, um estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS) concluiu que os alimentos transgênicos aprovados para comercialização não fazem mal à saúde e contribuem para melhorar as condições ambientais ao reduzir , na maioria dos cultivos, o volume de pesticidas empregados na agricultura - essa posição passou a ser apoiada pela ONU em maio de 2004. Argentina , Índia, China , Ucrânia , Canadá e outros países também liberaram seu cultivo e comercialização, mas a maior aceitação desses produtos no Brasil  só ocorreu em 2003, quando o Reino Unido e outros países da União Europeia divulgaram estudos comprovando a segurança ambiental e alimentar as plantas transgênicas. Em 2009 , cerca de 80% da soja plantada na Europa e 60% da cultivada no Brasil era transgênica. É importante ressaltar , entretanto, que não se pode generalizar esse tipo de estudo. O cultivo de plantas transgênicas é pesquisado e liberado caso a caso . Saber que atualmente o algodão ou o milho transgênicos não oferecem riscos ao meio ambiente e à saúde das pessoas não significa que outros tipos de OGMs sejam igualmente seguros. Além disso, técnicas de pesquisa mais refinadas em contínuo desenvolvimento no futuro podem revelar que o que hoje se considera seguro na verdade não era. No Brasil, a regulamentação e fiscalização do uso de alimentos transgênicos ficou a cargo da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), órgão vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia. Algumas de suas atribuições são a implementação da Política Nacional de Biossegurança sobre os transgênicos, o estabelecimento de normas técnicas de segurança e a emissão de pareceres sobre a proteção da saúde humana e do meio ambiente.

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